30/01/09

Comissão Eleitoral: comportamento suscita reclamações


O reitor da Universidade do Minho acaba de considerar "desproporcionada" a atitude da Comissão Eleitoral (CE) que, baseada numa questão formal, havia decidido não aceitar a lista C apresentada pelos estudantes às eleições para o Conselho Geral da UM.
A medida da CE, que contou com a oposição da candidatura "Universidade Cidadã", foi objecto de recurso por parte do mandatário da lista excluída e o reitor acaba de lhe dar razão ao proferir o seguinte despacho:
"Defiro o presente recurso, devendo a Lista C ser admitida ao processo eleitoral. O eventual prejuízo pela omissão da identificação do mandatário ocorreria apenas para a própria Lista candidata, pelo que a decisão da Comissão Eleitoral é considerada desproporcionada em relação à infracção apontada".

Convém sublinhar que a lista "Universidade Cidadã", tal como a lista B de professores e investigadores, assim como a lista de funcionários, tiveram já de protestar formalmente contra a atitude da mesma Comissão Eleitoral de não convocar os mandatários das listas para as respectivas reuniões, a não ser depois de uma série de decisões tomadas (nomeadamente esta, de excluir uma parte dos estudantes). O mandatário da lista A, Prof. Doutor Miguel Bandeira, endereçou ao presidente da Comissão a seguinte reclamação:

Exmº Senhor Presidente da Comissão Eleitoral
das Eleições ao Conselho Geral da Universidade do Minho
Professor Doutor M. J. Rocha Armada

Tendo informalmente tomado conhecimento que terá ocorrido um reunião da Comissão a que Vª Exª preside, no dia 23 de Janeiro de 2009 (...)(“Acta n.º 3/09”), que anuncia deliberações da máxima importância para o bom andamento e credibilidade do acto eleitoral em curso, como mandatário da candidatura denominada “Universidade Cidadã”, concorrente à respectiva eleição para o corpo de representantes docentes e investigadores, verifico com perplexidade que, à revelia do n.º 3 do artigo 5.º do Regulamento Eleitoral, não fui convocado para a mesma.
Além disso, face à não presença dos demais mandatários, ainda que estes não tenham direito a voto, sou de opinião que a sua ausência compromete a formulação de um juízo reflectidamente alargado e proporcionado quanto à observância das alíneas b) e c) do ponto 4, do citado artigo 5º.
Neste sentido, invocando os compromissos para efeitos processuais e legais que assumi junto da Comissão a que Vª Exª preside, e na impossibilidade de o fazer por outro meio, venho muito respeitosamente reclamar da validade das deliberações tomadas.

Com os meus melhores cumprimentos

Miguel Melo Bandeira
Mandatário da Lista Concorrente ao Conselho Geral da UM - "Universidade Cidadã"

Ideário da Candidatura e Lista de subscritores

O texto integral do Ideário de candidatura da Lista A - Universidade Cidadã, oportunamente distribuído a toda a academia, está igualmente disponível AQUI, tal como a lista de 25 subscritores que formalmente são exigidos pelo regulamento eleitoral.
Essa lista é constituída pelos seguintes Professores/Investigadores:
  • João Ferreira (EC)
  • Moisés Martins (ICS)
  • Paulo Dias (IEP-ED)
  • Óscar Gonçalves (IEP-PSI)
  • Manuel dos Santos Pais (EENG)
  • Aníbal Alves (ICS)
  • Fernando Augusto Machado (ILCH)
  • João Formosinho (IEC-ED)
  • Carla Machado (IEP-PSI)
  • Maria Antónia Forjaz (EC)
  • Delfina Rocha Gomes (EEG)
  • Jorge Reinaldo Neves (EENG)
  • Miguel Bandeira (ICS)
  • Olga Coutinho (EC)
  • Virgínia Soares Pereira (ILCH)
  • Pedro Simões (EC)
  • Joaquim Fidalgo (ICS)
  • António Gaspar Cunha (EENG)
  • Lídia Cristina Oliveira (EEG)
  • Eugénio Silva (IEP-ED)
  • Ana Maria Silva Ribeiro (ILCH)
  • Felisbela Lopes (ICS)
  • José Carlos Morgado (IEP-ED)
  • Ana Cristina Braga (EENG)
  • Fernando Guimarães (IEC-ED)

28/01/09

"Universidade Cidadã" é lista A

A Comissão Eleitoral tornou hoje definitivas as listas candidatas ao Conselho Geral da Universidade do Minho, cabendo à candidatura designada "Universidade Cidadã", de que é primeiro proponente o Prof. Licínio Lima e mandatário o Prof. Miguel Bandeira, a letra "A".
A lista B é subscrita em primeiro lugar pela Prof. Eduarda Coquet, sendo mandatário o Prof. Cândido Oliveira. Por sua vez, a lista C tem como primeiro subscritor o Prof. António Cunha e mandatário o Prof. Luís Gonçalves.

A Lista A saúda os colegas das restantes listas, com quem deseja ter um debate franco e aberto, no sentido de esclarecer a comunidade universitária dos pontos essenciais que norteiam cada candidatura e, através da participação no acto eleitoral, fazer da escolha dos membros do Conselho Geral um momento alto de participação crítica e esclarecida na vida da Universidade.

Entre os funcionários surgiu uma lista liderada pela Dra Fernanda Ferreira (mandatária: Dra Natália Ferreira). Finalmente a Comissão Eleitoral aceitou duas das três listas apresentadas por estudantes. A lista A tem como primeira subscritora Aurora Mendo (mandatária: Filipa Pereira) e a lista B tem como primeiro subscritor Pedro Soares (mandatária: Ana Rita Ribeiro).
Também para estas listas vai uma saudação da candidatura "Universidade Cidadã".

20/01/09

Lista de Subscritores da candidatura Universidade Cidadã (em actualização)

(Os seguintes professores já manifestaram apoio à candidatura Universidade Cidadã. Entretanto, aqueles que desejem subscrever poderão contactar algum dos membros da lista ou enviar uma mensagem através do mail: uni.cidada@gmail.com)
  • Albertino Gonçalves (ICS)
  • Alberto Dias (EC)
  • Alexandra Nobre (EC)
  • Almerindo Afonso (IEP-ED)
  • Ana Cristina Braga (EENG)
  • Ana Cunha (EC)
  • Ana Maria Costa Soares (EEG)
  • Ana Maria Ribeiro (ILCH)
  • Aníbal Alves (ICS)
  • Antónia Forjaz (EC)
  • António Almeida (EC)
  • António Gaspar Cunha (EENG)
  • Armando Almeida (ECS)
  • Arminda Pinheiro (ESE)
  • Cacilda Moura (EC)
  • Carla Machado (IEP-PSI)
  • Carlos Gomes (IEP-ED)
  • Carlos Páscoa Machado (EEG)
  • Carlos Veiga (ICS)
  • Cecília Azevedo (EC)
  • Conceição Nogueira (IEP-PSI)
  • Cristina Aguiar (EC)
  • Cristina Wilson (EC)
  • Delfim Soares (EENG)
  • Delfina Rocha Gomes (EEG)
  • Esmeraldina Veloso (IEP)
  • Eugénio Silva (IEP-ED)
  • Fátima Antunes (IEP-ED)
  • Felisbela Lopes (ICS)
  • Fernando Guimarães (IEC-ED)
  • Fernando Ilídio (IEC-ED)
  • Fernando Machado (ILCH)
  • Fernando Romero (EENG)
  • Gabriela Botelho (EC)
  • Guilherme Silva (IEP-ED)
  • Henrique Barroso (ILCH)
  • Hernâni Gerós (EC)
  • Isabel Correia Neves (EC)
  • Isabel Macedo (EEG)
  • Isabel Pinto Mina (EC)
  • Jean Rabot (ICS)
  • João Ferreira (EC)
  • João Formosinho (IEC-ED)
  • Joaquim Fidalgo (ICS)
  • Joel Felizes (ICS)
  • Jorge Neves (EENG)
  • Jorge Pamplona (EC)
  • José António Afonso (IEP-ED)
  • José Brilha (EC)
  • José Carlos Morgado (IEP-ED)
  • José Ferreira Alves (IEP-PSI)
  • José Neves (ICS)
  • José Palhares (IEP-ED)
  • Judite Zamith Cruz (IEC-ED)
  • Júlia Tovar (EC)
  • Leonor Torres (IEP-ED)
  • Licínio C. Lima (IEP-ED)
  • Lídia Oliveira (EEG)
  • Lino Costa (EENG)
  • Lúcia Rodrigues (EEG)
  • Luís Cunha (ICS)
  • Luís Soares Barbosa (EENG)
  • Manuel António Silva (IEP-ED)
  • Manuel Carlos Silva (ICS)
  • Manuel dos Santos Pais (EENG)
  • Manuel Gama (ILCH)
  • Manuel Pinto (ICS)
  • Manuel Sarmento (IEC-ED)
  • Manuela Neves (EENG)
  • Maria Aldina Marques (ILCH)
  • Maria Beatriz Pereira (IEC-ED)
  • Maria Graça Carvalho (IEC-ED)
  • Maria Helena Pires (ICS)
  • Maria Helena Martinho (IEP-ED)
  • Maria José Casa Nova (IEP-ED)
  • Maria Madalena Oliveira (ICS)
  • Maria Palmira Alves (IEP-ED)
  • Maria Teresa Heath (EEG)
  • Mário Lima (EENG)
  • Miguel Bandeira (ICS)
  • Moisés Martins (ICS)
  • Natália Fernandes (IEC-ED)
  • Nelson Lima (IEC-ED)
  • Olga Coutinho (EC)
  • Óscar Gonçalves (IEP-PSI)
  • Paulo Dias (IEP-ED)
  • Paulo Nossa (ICS)
  • Pedro Albuquerque (IEP-PSI)
  • Pedro Gomes (EC)
  • Pedro Henriques (EENG)
  • Pedro Manuel Palhares (IEC-ED)
  • Pedro Oliveira (EENG)
  • Pedro Simões (EC)
  • Rosa Cabecinhas (ICS)
  • Rui Oliveira (EC)
  • Rui Tavares (EC)
  • Sandra Franco (EC)
  • Sara Pereira (ICS)
  • Teresa Freire (IEP-PSI)
  • Teresa Lima (EC)
  • Teresa Neto (EC)
  • Teresa Ruão (ICS)
  • Teresa Sarmento (IEC-ED)
  • Virgínia Soares Pereira (ILCH)
  • Virgínio Sá (IEP-ED)

19/01/09

Universidade Cidadã no Conselho Geral da Universidade do Minho

1. Antecedentes
Há mais de um ano, a 26 de Setembro de 2007, um grupo de professores e investigadores da UM publicou o “Manifesto por uma Universidade Cidadã”, através do qual tomou posição sobre o RJIES e criticou as recepções de tipo centralista e tecnocrático, que então conheciam expressões diversas, dentro e fora da Universidade.
Na sequência dessa tomada de posição pública, foi possível mobilizar um conjunto alargado e plural de colegas, de várias Escolas, que veio posteriormente a produzir e a subscrever o ideário de Universidade Cidadã, com vista à apresentação de uma candidatura à Assembleia Estatutária (Lista B), a qual viria a recolher a maioria dos votos dos professores e investigadores da UM nas respectivas eleições.
Após vários meses de trabalho e centenas de horas de reuniões, elaboração de propostas, debates e negociações, foi divulgado, a 16 de Junho de 2008, um “Balanço Crítico” que dava conta dos resultados positivos desse processo, e também dos obstáculos enfrentados na Assembleia, das votações perdidas, das propostas sucessivamente apresentadas e reformuladas com vista à procura de consensos em áreas tidas por fundamentais.
De entre os elementos considerados mais positivos, elencávamos os seguintes: a abertura do senado académico à participação, através de processos eleitorais, dos corpos de professores e investigadores, estudantes e funcionários não docentes; a garantia da existência de órgãos colegiais representativos e de processos eleitorais para os responsáveis das unidades orgânicas e respectivas subunidades; o papel relevante atribuído aos departamentos e seus respectivos órgãos; a composição do conselho de gestão; a abertura para a eleição de professores associados e auxiliares, dentro de certas condições, para a presidência de unidades orgânicas e departamentos, respectivamente; as funções atribuídas ao provedor do estudante e a sua eleição pelo conselho geral; a não inclusão do conselho disciplinar no interior do conselho geral; a definição das diversas modalidades de autonomia, designadamente académica; as competências do senado académico enquanto órgão de consulta obrigatória do reitor em certas matérias; a autonomia, modelo de governação e competências das unidades de ensino e investigação; as competências dos conselhos pedagógicos; o processo de constituição e presidência das assembleias estatutárias das unidades orgânicas de ensino e investigação, a quem caberá a elaboração dos respectivos estatutos.
Como claramente menos positivos, tendo merecido a nossa oposição, eram apresentados os seguintes aspectos: uma visão redutora do senado académico, deixando de fora a comissão disciplinar e o conselho cultural e, por essa forma, diminuindo o grau de coesão anunciado; a possibilidade conferida apenas às unidades orgânicas de investigação, a criar no futuro, de poderem vir a ser dotadas de autonomia financeira, recusando igual possibilidade para as unidades de ensino e investigação; o quesito colocado ao processo de apresentação de propostas para a eleição do provedor do estudante, conferindo aos estudantes uma espécie de “poder de veto” que não se justifica e que pode vir a revelar-se paralisante; as referências exclusivas à Associação Académica nos estatutos, menosprezando outras formas de associativismo estudantil já existentes ou a criar no futuro. Finalmente, embora tivéssemos defendido inicialmente um Conselho Geral com 35 membros, a aceitação de 23 membros viria a tornar possível, depois de um longo e complexo processo de negociação, incluir também a representação dos funcionários não docentes no senado académico, objectivo que sempre assumimos como prioritário.
Conscientes das dificuldades que enfrentámos, e de que os Estatutos da UM nem sempre acolheram a expressão dos nossos ideais de governação democrática da instituição, como de resto é típico dos processos políticos de debate e decisão, é porém possível reconhecer a diferença produzida por uma participação activa em torno do ideário de Universidade Cidadã.

2. O presente e o futuro
É com base na experiência colhida ao longo do último ano, e na ideia de Universidade que desde então nos uniu, que entendemos indispensável garantir a presença e a expressão da Universidade Cidadã no futuro Conselho Geral da UM. Disponibilizamo-nos, consequentemente, para participar no processo eleitoral que se avizinha, para propor, debater, recolher críticas e sugestões que possam aprofundar a concepção de Universidade democrática que defendemos. Esta concepção de mundo académico encontra-se hoje, à escala transnacional, em risco de erosão face a visões, quer oligárquicas e centralizadas de poder, quer tecnocráticas e gerencialistas, ambas, de resto, partilhando a ideia de que a gestão democrática e a colegialidade representam entraves ao exercício do poder do líder eficaz e irracionalidades de gestão, incompatíveis com um sistema de governo que pretendem moderno, eficiente e concorrencial, mas que em muitos casos é incompatível com o valor da participação.
O paradigma de governação que assenta na criação de “fundações públicas com regime de direito privado” e nos correspondentes “conselhos de curadores”, compostos integralmente por personalidades sem vínculo laboral à instituição, nomeados pelo Governo, com vastos poderes de homologação das deliberações dos conselhos gerais, vai mesmo ao ponto de nomear os reitores, que por sua vez poderão nomear todos os responsáveis por escolas e departamentos. Este é, contudo, apenas um exemplo da defesa do processo de transição da colegialidade e da participação para o protagonismo dos líderes unipessoais, considerados eficazes, executivos que apenas prestam contas, periódicas, perante o conselho geral. Eventualmente, líderes internamente muito fortes, mas constituindo uma nova classe de gestores, progressivamente desconectados do ethos académico e dos seus pares. Porém, certamente representantes mais débeis das instituições, nas suas relações com a tutela e com outros poderes políticos, económicos e sociais, não apenas porque mais solitários, mas também porque menos reforçados pela partilha de decisões democráticas no interior das diversas unidades e subunidades orgânicas da Universidade.
Perante estes e outros dilemas, uns já inscritos no actual ordenamento jurídico da Universidade e outros que emergirão a breve trecho, será crucial esclarecer que concepções de governo da Universidade, de Conselho Geral, de balanços e equilíbrios entre distintos órgãos de governo e de consulta, serão assumidas por aqueles que se propõem representar os professores e investigadores da UM.
Partindo do ideário que partilhamos e das contribuições que vários colegas têm vindo, e espera-se que continuem, a produzir, sustentamos um papel para o Conselho Geral que não o reduza a uma simples “caixa de ressonância” do Reitor, nem a um locus de oposição mais ou menos sistemática a quem elege para esse cargo, nem ainda a representante da tutela ou de quaisquer outros poderes e interesses alheios à Universidade. Deve, pelo contrário, encontrar a sua vocação no exercício da representação democrática e na defesa intransigente do prestígio de uma Universidade Pública, orientada sem concessões segundo os valores da esfera pública e do exercício de uma cidadania crítica e exigente.

Universidade Cidadã,
Janeiro de 2009



Licínio Lima (IEP/IE)
Pedro Oliveira (EENG)
Lúcia Rodrigues (EEG)
Manuel Pinto (ICS)
Ana Cunha (ECUM)
Manuel Gama (ILCH)
Pedro Albuquerque (IEP/EP)
Luís Barbosa (EENG)
Manuel Sarmento (IEC/IE)
Aldina Marques (ILCH)
Páscoa Machado (EEG)
Armando Almeida (ECS)

Pedro Gomes (ECUM)
Arminda Pinheiro (ESE)
Mário Lima (EENG)
Almerindo Afonso (IEP/IE)
Isabel Macedo (EEG)
Luís Cunha (ICS)
Conceição Nogueira (IEP/EP)
Henrique Barroso (ILCH)
Fernando Romero (EENG)
Carlos Silva (ICS)
Pedro Henriques (EENG)
Cecília Azevedo (ECUM)

Mandatário: Miguel Bandeira (ICS)

Saudação à Academia

Os Professores que participaram activamente na Assembleia Estatutária, através do Movimento 'Universidade Cidadã' (Lista B) voltam a dizer presente, na eleição para o Conselho Geral.
Movem-nos os mesmos valores de cidadania e participação, pelo que faz todo o sentido retomar, neste momento, o espaço deste blog, para comunicar com a Academia, abrindo, ao mesmo tempo, um canal privilegiado para a comunicação da Academia com esta candidatura.

30/11/07

VOTE LISTA B OU LISTA A, NÃO DEIXE É DE VOTAR

Caro(a) Colega

O período de campanha eleitoral está a chegar ao fim. No dia 4 de Dezembro (Terça-Feira) ocorrerá o acto eleitoral.
O nosso apelo é simples e congruente com os ideais de uma Universidade Cidadã: vote na Lista B ou vote na Lista A, mas vote, participe, não deixe que outros decidam por si. Até ao final do dia 2 de Dezembro encontrará em todos os documentos e reflexões que produzimos, tal como um link que lhe dará acesso aos documentos apresentados pela Lista A.

Recusámos, desde o início, lógicas de convencimento e de persuasão, argumentos de autoridade ou posições de poder de qualquer tipo. Não somos, como se sabe, uma lista de autoridades académicas, mas apenas uma lista composta por académicos. Nada temos a defender, a ganhar ou a perder, senão uma concepção democrática e cidadã de Universidade, um ideal em torno do qual nos mobilizámos e a favor do qual argumentámos. Cabe-lhe a si, em última instância, produzir um juízo informado sobre o mérito dos ideários apresentados com vista à representação de todos os professores e investigadores na Assembleia Estatutária e exercer, livremente, o seu direito de voto.

Recordamos-lhe, em brevíssima síntese, as principais orientações que assumiremos na Assembleia:

- uma Universidade organizada segundo valores democráticos e participativos, de autonomia e liberdade académica, recusando a importação de lógicas empresariais, produtivistas e mercantis que a descaracterizam enquanto parte do domínio público;
- órgãos democraticamente eleitos em todos os níveis e sectores da organização académica, dotando as escolas de ampla autonomia, reconhecendo às unidades de investigação, sob condições que já anunciámos, o estatuto de unidade orgânica, consagrando igual tratamento e reconhecendo igual dignidade a todos os domínios do saber e áreas científicas;
- um Senado Académico amplamente participado e prestigiado, assumindo funções expressivas enquanto órgão de consulta obrigatória por parte do reitor, designadamente em matéria disciplinar;
- a dignidade e relevância dos Departamentos enquanto elementos primeiros da nossa organização e identidade académicas, recusando a sua menorização;
- a exigência de objectivos claros, de critérios científicos adequados e, ainda, o requisito da aprovação (e não da mera auscultação) pelos órgãos das unidades directamente envolvidas em eventuais processos de reestruturação de escolas, centros ou departamentos;
- uma concepção de Estatutos da UM como matriz aberta às diferenças, carta magna que deverá comportar suficiente plasticidade organizacional e elasticidade estrutural, em vez de nos enclausurar numa camisa-de-forças e nos inviabilizar soluções futuras.

Cordialmente,

LISTA B – POR UMA UNIVERSIDADE CIDADÃ

2007.11.30

28/11/07

Uma concepção de Universidade

Os professores e investigadores que integram a Lista B reuniram-se em torno de uma ideia central: a ideia de uma Universidade Cidadã.

Não se trata, para nós, de adoptar uma expressão decorativa, ou um slogan, sem consequências de maior. Pelo contrário, temos razões para crer que a expressão da cidadania democrática e da participação activa no governo das Universidades, tal como da liberdade académica, se encontra em processo de erosão e pode, a breve trecho, ser confrontada com importantes obstáculos.

Uma Universidade heterogovernada, com uma autonomia sitiada, isto é, cercada por variados instrumentos de regulação (do insuficiente financiamento público aos novos processos de avaliação externa de feição estandardizada), dotada de docentes e investigadores eventualmente receosos de assumir a sua liberdade académica e cívica, revela-se uma contradição nos termos. Não seria já, em tal caso, verdadeiramente uma Universidade.
Recorde-se que, ainda há poucos dias, o reitor da Universidade de Lisboa afirmava: “o medo ensaia um regresso às nossas instituições”. Basta, com efeito, pensarmos nos efeitos que a precariedade, a ideia de excedentários na administração pública, o espectro dos despedimentos, a crise de financiamento, o congelamento de concursos, ou a inexistência de vagas nos quadros, podem vir a produzir na generalização de um sentimento de insegurança. Nada de mais contrário à assunção do risco, da liberdade intelectual, do ensaio de tentativa-erro que são incontornáveis numa Universidade que cria, educa, intervém.

Estes são, certamente, problemas que cada Universidade dificilmente poderá afrontar de forma isolada, fora do quadro das políticas governamentais. Mas ter instituições politicamente fortes, democraticamente legitimadas, fará toda a diferença.
Pensamos que o problema magno da Universidade Portuguesa, hoje, não é sobretudo um problema de gestão, ainda que haja certamente muito a melhorar nesse capítulo. Não nos iludamos, porém: o nosso maior problema é de ordem política. De políticas públicas para a educação superior, de relações com a tutela e com novas instâncias de meta-regulação em emergência, de governo democrático das instituições e de suas unidades internas, de direitos e de liberdades dos docentes e não docentes, de autonomia e de participação, em suma, de cidadania.

A emergência de paradigmas organizacionais e de gestão de tipo tecnocrático, de inspiração empresarial e mercantil, não se revela adequada a uma concepção de Universidade como “polis”, como cidade em busca do seu autogoverno democrático e responsável, participado pela comunidade, prestando contas públicas da sua actuação. O problema é que este ambiente cidadão se revela absolutamente indispensável à educação universitária e à investigação.

O ideário que apresentámos é, a este propósito, muito claro e sem ambiguidades. É esta a concepção de Universidade Cidadã que defendemos.

Mas um ideário não é um programa de governo, não é um projecto de estatutos pronto ou quase pronto a usar, e muito menos o organigrama da futura organização universitária. Isso revelaria um fechamento às alternativas e ao debate, aos outros, à construção colectiva, a partir do exercício de um poder solitário, ou mesmo de uma posição de arrogância tecnocrática própria de quem conheceria e teria, antecipadamente, todas as soluções que nos interessam. Cremos que ninguém tem, nem acredita em, soluções providenciais. Insistimos, por isso mesmo, em que o indispensável é apresentar propostas muito concretas e sem ambiguidades sobre a concepção de Universidade e sobre os princípios centrais que devem orientar os novos estatutos. Propostas a comunicar e a debater com todos, não comunicados que afirmam já, em detalhe, como deve ser, ou como vai ser. Neste contexto, concretizar em excesso pode contribuir para fechar o debate ou para evitar o diálogo, especialmente a partir do momento em que nos convencemos que encontrámos a solução óptima. Não nos parece que em matérias como estas alguém possa atingir a racionalidade olímpica, típica dos deuses.


Um optimismo crítico

Há quem diga que a nossa visão de Universidade é muito crítica e pessimista. Crítica, sem dúvida, nem conhecemos outra forma de ser universitário e, em todo o caso, quem teria razões para ufanismo face aos problemas do presente e às inquietações perante o futuro? Mas pessimista não é, certamente que não, ou não estaríamos aqui
Em que reside, então, o nosso optimismo crítico, digamos assim?
Exactamente na ideia de que, embora quase sempre submersos pelas actividades quotidianas de ensino e de investigação, nós, universitários, temos apesar de tudo limites face a dinâmicas, externas ou internas, que nos menorizam, proletarizam ou alienam. Mesmo quando levamos demasiado tempo a reagir.
Muitos de nós dizem-se sem vocação, e outros já afastados, da política e da gestão universitárias, mas há evidentemente limites para esse afastamento. Uma coisa é não exercer em determinado momento cargos de direcção ou gestão, e outra bem distinta é viver alheado da realidade, como se a docência e a investigação não dependessem também de condições políticas e organizacionais e não constituíssem, elas mesmas, actos de cidadania.

Ao professor do ensino superior, que é um investigador que ensina, nas palavras do célebre geógrafo Orlando Ribeiro, não lhe é nunca indiferente o governo e a estrutura da sua escola, sobre os quais, de resto, não pode deixar de reflectir criticamente e de tomar posição, sob risco de se alienar. Sabemos que a capacidade de pensar criticamente a Universidade e de engendrar alternativas está muito mais distribuída entre nós do que alguns sectores podem imaginar.

Todos reconhecemos que a autonomia e a liberdade académica são indispensáveis ao exercício da nossa missão. Não há autonomia universitária sem efectiva autonomia e liberdade académica dos docentes e investigadores universitários: autonomia de concepção, como acto de interferência legítima na governação da Universidade, como participação verdadeira, ou seja, como participação nos processos de decisão. Mas não como mera participação na gerência dos outros, uma espécie de autonomia tutelada, de tipo meramente executivo ou operacional, do género: sejam autónomos na execução das orientações que nós já decidimos, mesmo sem a vossa participação.

O que há para fazer?

Há, neste momento, muito a fazer nas nossas Universidades e, concretamente na Universidade do Minho:

- impedir que a solidariedade e a concertação entre unidades orgânicas seja esmagada pela rivalidade, pela centralização de poderes e pela introdução de novas hierarquias e estatutos diferenciados;

- evitar que as unidades orgânicas evoluam para um estatuto de subordinação e de menoridade, sendo apenas centrais no momento da execução eficaz e obediente das directivas superiores;

- contrariar uma leitura seguidista e restritiva do RJIES, mas, pelo contrário, como dizia há tempos um reitor, “ir além da lei…aproveitar todas as oportunidades que ela abre”;

- insistir no princípio constitucional da gestão democrática das universidades e de suas unidades, resistindo à facilidade das nomeações, ao carácter prático das direcções monocêntricas e unipessoais, às lógicas da unidade de comando ou das cadeias hierárquicas;

- conceder maior protagonismo e representatividade às unidades de investigação, pois a investigação é indissociável do ensino superior, tal como a cultura, entendida substantivamente e não como ornamento;

- reforçar o estatuto das escolas em termos de autonomia científica, pedagógica, administrativa e de gestão e, desta forma, acentuar o carácter policêntrico e descentralizado da organização da Universidade;

- reforçar o prestígio, a legitimidade e a capacidade negocial do reitor, não em termos meramente gestionários, como se ele fosse um director-geral ou um “chief executive officer”, mas antes em termos de legitimidade democrática e de defesa do interesse público;

- valorizar a nossa história como instituição e as nossas especificidades organizacionais, porém não ao ponto da celebração mais ou menos paralisante ou da resistência à mudança das estruturas de poder, admitindo que é necessário dar passos em frente, romper, inovar, de acordo com a concepção de Universidade que adoptarmos colectivamente;

- não ter receio da diversidade organizacional no interior da Universidade e admiti-la como consequência normal face à diversidade de que toda a Universidade é composta, em termos de tradições e de características científicas, culturais, tecnológicas, desta forma contrariando a tendência para a imposição de regras próprias de certos saberes a outros saberes e modos de ser e fazer universitários.

É isto, afinal, que é mais típico da Universidade enquanto “arena” pública, política e cultural, feita de diversidades, policêntrica, capaz de se governar democraticamente e de se abrir à sociedade e à comunidade envolvente
Nesta concepção de universidade, ensinar e investigar são actos de liberdade e de responsabilidade, colegialmente aferidos, dentro e fora da instituição. Não são, seguramente, apenas actos e gestos técnicos passíveis de mercadorização e de gestão numa lógica produtivista e empresarial.

Temos em aberto, nos próximos meses, a possibilidade de decidir o nosso caminho em termos de modelo organizacional e de governo para os próximos anos; por que haveríamos de desprezar essa possibilidade tão preciosa?

Aí está o primeiro grande debate…

Elevação, dignidade e esclarecimento, foram as palavras de encerramento usadas pelo Professor António Sousa Miranda, moderador do debate ontem ocorrido em Azurém, entre as listas A e B candidatas à Assembleia Estatutária da Universidade do Minho, para caracterizar o primeiro grande momento de esclarecimento do período eleitoral que a nossa academia está viver por estes próximos e breves dias. Perante uma assistência de cerca de sessenta/setenta professores e funcionários, os “cabeças de lista” A e B, respectivamente, os Professores António Cunha e Licínio Lima, tiveram oportunidade, e de facto conseguiram-no, de exprimir os ideários e as principais linhas de orientação que justificam as candidaturas que representam.
De um modo sintético, e sem ter a presunção de esgotar as diferentes perspectivas, com o apoio do colega Pedro Oliveira, relatem-se alguns dos momentos mais marcantes do debate:

- a intervenção de abertura coube ao colega Licínio Lima que enunciou as nossas ideias mais mobilizadoras e estimulantes:
- Uma universidade forte é uma universidade legitimada democraticamente - A convicção de que uma universidade sitiada não resulta de uma questão de organização, mas antes de uma concepção política, que tem margens de soberania ao nosso alcance. Há que exercer as faculdades da cidadania na universidade como modo de potenciar as virtudes da autonomia.

- O colega António Cunha, evidenciou a convicção que a democratização do conhecimento, em particular, se tem feito por via do desenvolvimento tecnológico, das suas potencialidades e acesso.
- Acentuou a ideia de que a lista A apresentou uma proposta concreta por contraposição à lista B que, na sua perspectiva, não o fez.
- Licínio Lima, rejeitando a insinuação de falta de clareza, afirmou ser necessário antes de tudo começar por discutir o modelo de universidade e não diluir o debate em minudências gestionárias. Primeiro discutir as fundações do modelo e missão da universidade e só depois os acabamentos, isto é, a composição dos órgãos, os números, etc.
- Adiantou que a proposta declarada da lista A reduzia os departamentos a cinzas, já que a estes somente caberia eleger o director, aprovar o plano de actividades e o respectivo relatório.
- António Cunha reiterando desconhecer as propostas concretas da lista B, exprimiu a sua incomodidade perante o que designou como tentativa da lista B se apropriar da democracia como uma exclusividade que é negada à lista A.
- António Cunha face à acusação de que o modelo de estatutos da Lista A estava praticamente feito, ainda que admitisse que vem trabalhando sobre o assunto desde há dois ou três meses, expressou não ter qualquer dúvida que estas propostas virão a ser muito alteradas.
- Licínio Lima questionou a pertinência de um Presidente de Escola ter de ser obrigatoriamente um Professor Catedrático e advogou a ideia de que um futuro Conselho Disciplinar deverá ser uma Comissão do Senado e não uma competência dependente de um qualquer órgão de gestão.
- A uma pergunta onde se pedia que fosse caracterizado o modelo de gestão de cada lista. Licínio Lima respondeu que o modelo da lista B defendia uma universidade diversificada, policêntrica, dando lugar ao dissenso e outras formas de dirimir os conflitos, acrescentando - " não queremos conquistar o poder, queremos transformar o poder". O modelo da Lista A é um modelo técnico racional de gestão, que pressupõe a existência de um óptimo organizacional algo quimérico.
- Nas intervenções finais, António Cunha referiu que "era necessário dosear o idealismo com o pragmatismo e com a realidade e os recursos de que dispomos; rematando que a lista B não é detentora do purismo ideológico, da concepção justa de Universidade, na medida que é a investigação que a valida ".
Licínio Lima terminou referindo que a universidade não tem que se por de joelhos perante o mercado. A Universidade tendo que deixar de ser uma torre de marfim não tem necessariamente de passar a ser uma estação de serviço.
- Com a lista A, os departamentos passam de células básicas a basicamente nada. O programa da Lista A tem de facto muitas indefinições porque, por exemplo, não esclarece quais são os centros de investigação que passam a ser unidades autónomas de investigação e quais os centros que passam a integrar as unidades de ensino e investigação. Ainda em referência ao texto da Lista A, onde se afirma, relativamente aos órgãos colegiais das unidades orgânicas, "caso existam", compreende antes de tudo que algumas não terão autonomia. Isto é, ficarão circunscritas ao sabor do arbítrio.
Se é verdade que o hábito do debate e do contraditório de ideias, não sendo propriamente uma imagem de marca da nossa Universidade, colheu de início uma assistência algo passiva e expectante, as primeiras perguntas saídas da assistência estimularam a expressão de uma maior clareza no tocante às diferenças substantivas das listas. De facto, os monólogos iniciais condicionados ao formato do debate, aparentemente indistintos no plano do discurso dos princípios, puderam vir a ser aclarados por força das questões colocadas pelos participantes, ficando demonstrada assim a eficácia e a utilidade dos debates democráticos na vida da academia. Para lá da suposição preconcebida de que os atributos da fundamentação conceptual vs pragmatismo operativo se repartiam entre as listas em presença, a inversão dos papeis no final do debate revelou a importância de continuarmos atentos ao confronto de ideias e à compreensão das razões e práticas que estão para além dos discursos. Deste debate ficou evidente que o presente sufrágio não vai caucionar nenhuma política executiva para universidade, mas antes e muito mais do que isso, como referiu um dos colegas intervenientes, vamos todos definir a natureza e o alcance da universidade que queremos para os próximos 10/15 anos. Isto é, a deliberação da Universidade do Minho que iremos ter no período de uma geração.
Mais do que todos os juízos ou virtualidades que possamos fazer de um debate, diga-se já de si histórico, testemunhamos a importância que se reveste para o futuro da nossa Universidade a participação de todos em momentos decisivos como este. Por isso é muito importante que todos participemos no segundo grande encontro deste curtíssimo período de esclarecimento eleitoral. Vão lá e vão ver que vale a pena.

Miguel Melo Bandeira

27/11/07

Ser ou não ser "concreto" - I

Entre alguns sectores, começa a circular a tese que afirma que, na generalidade, as ideias propostas pela Lista B pouco ou nada concretizam. São, diz-se, meras posições idealistas, muito gerais, como se propor e esclarecer ideias fosse o mesmo que ser idealista.

Pelo contrário, o Ideário da Lista B é muito concreto, como pode concluir quem se der ao trabalho de o ler. É concreto exactamente naquilo que se exige de um ideário, isto é, na concepção de Universidade que defende (uma Universidade Cidadã), nos valores em que assenta e que nunca afirmou que são exclusivo seu (democracia, cidadania, autonomia, participação, liberdade académica), no modelo teórico de organização em que se inspira - a Universidade como “arena” pública, política e cultural, ou seja, como “polis”, ou cidade, na qual têm expressão livre e legítima projectos diversos, debatidos e dirimidos através de processos democráticos de governação.

Tudo isto comporta implicações de ordem prática, muito concretas, na futura estrutura e no futuro modelo de governo. Mas tais implicações não são necessariamente traduzidas por detalhes de morfologia, os quais, na maioria dos casos, não explicam nem tornam claras as suas opções, nem desvendam as suas razões de ser.

A título de exemplo:

  • por que razão os presidentes das escolas hão-de ser professores catedráticos e assumir também a presidência dos respectivos conselhos científicos?
  • por que razão alguns dos actuais centros de investigação poderão vir a gozar do estatuto de unidades orgânicas, dotadas de órgãos próprios, e outros serão apenas subunidades sem autonomia e sem órgãos próprios, dessa forma instituindo unidades de investigação de primeira e de segunda, ou a duas velocidades? Com que critérios?
  • por que razão os futuros conselhos dos departamentos se limitarão a eleger o director, a aprovar o plano de actividades e o relatório anual?
  • por que razão a comissão disciplinar prevista no RJIES há-de estar articulada com o conselho geral, a quem a Lei não atribui competências em matéria disciplinar, e não com o senado académico, que pode ter uma comissão para esse efeito e apresentar propostas ao reitor?
  • por que razão não se transferem mais competências do reitor para as escolas e outras unidades orgânicas?
  • qual o número mínimo de doutores em que se está a pensar quando se anuncia que tal critério será tido em conta para vir a justificar o estatuto de unidade ou de subunidade orgânica?
    Tal número irá prejudicar quem e retirar identidade a que domínios científicos?
  • por que razão o senado académico só há-de beneficiar das competências que a Lista A lhe atribui e não de outras?

Aqui estão algumas das propostas, aparentemente muito concretas, apresentadas pela Lista A, que, paradoxalmente, podem esclarecer e concretizar bem menos do que aquilo que revelam à primeira vista.

Ficamos devidamente esclarecidos das razões que justificam aquelas propostas e não outras?
Das ligações óbvias entre o ideário apresentado e o teor das propostas?