25/02/09

Testemunhos (13)
A minha deriva esquerdizante

De repente dei comigo a aderir à lista mais à esquerda de candidatos ao Conselho Geral (CG) da UM. Aqueles que me conhecem as ideias pró-capitalistas e liberais, ou com alguma boa vontade neo-liberais - dada a minha já provecta idade - fizeram eco das minhas próprias expressões de surpresa.
O que é certo é que os elementos da actual lista A para as eleições para o dito CG, e anteriormente da lista B para a assembleia estatutária, são aqueles com quem eu sinto mais afinidades pela atitude menos reverencial e carreirista, mais crítica da sociedade e menos comprometida com grupos de interesse e modismos, que têm vindo a demonstrar.
Os elementos desta lista A são aqueles que me dão mais garantias de pensar a universidade, o seu futuro e os desafios que este lhe coloca, duma maneira mais lúcida e descomprometida, de não embarcarem em tentativas de transformar a universidade num hipermercado de quinquilharia importada e acéfala, ou num mero prestador de serviços em concorrência desleal com os agentes privados no mercado, nomeadamente com os seus próprios ex-alunos.
Por uma universidade cidadã que me permita ser um cidadão de pleno direito e não apenas um elemento dum qualquer sistema, que me permita exercer em plenitude a profissão docente, investigando e leccionando autonomamente, e não apenas como uma peça duma engrenagem ingenua ou maliciosamente acrítica e contemporizadora.

Carlos Páscoa Machado
Escola de Economia e Gestão

24/02/09

Testemunhos (12)
Os quatro elementos ou da cidadania por inteiro


Deste Movimento (Universidade Cidadã) vê-se o Mar, e é neste que o Céu se espelha. Porque gosto do mar e porque gosto do céu, aqui estou eu. E estou, tão simples e naturalmente, porque pude/posso decidir em Liberdade.

Foi neste espaço, assim humanamente delimitado, que a luz do Sol, ao percorrer o seu caminho, fez incidir, em absoluta liberdade, um raio que, ao mesmo tempo que apontava o Local/Movimento, ia gravando a fogo as palavras e expressões-chave (= valores), identificadoras tanto deste Movimento quanto de um cidadão (universitário) por inteiro: Democracia, Participação, Rigor e Transparência na Gestão, Exigência, Solidariedade, Publicidade Democrática dos Actos, Defesa do Interesse Público, Promoção do Prestígio da Universidade, Abertura à Sociedade, Autonomia.

Este Movimento (porque o é de facto) começou com o "Sabia que …?" (que chamou a atenção de todos nós para uma série de mudanças em cadeia, espoletadas pelo novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior), constituiu-se, brilhando (obteve a maioria dos votos), com a Assembleia Estatutária, está agora a fazer o seu caminho para estar naturalmente presente no Conselho Geral e vai continuar a intervir na construção da cidadania universitária, pois trata-se de um Movimento e não de uma Acomodação. E assim, neste crescendo, ganham todos: a Universidade (do Minho), as pessoas que trabalham nela, a localidade e região onde está inserida e o país.

Claro, por tudo isto, só poderia estar aqui.

Henrique Barroso

Instituto de Letras e Ciências Humanas

Testemunhos (11)
Porque quem tolera tudo, não se importa com nada!

Nem sempre é fácil explicar as razões que nos fazem acompanhar uma ideia. Partilhar uma ideia de Universidade ainda será, porventura, mais difícil. Ainda assim o meu testemunho veste-se de palavras simples.

Aderi ao movimento "Universidade Cidadã" porque quero poder contribuir para a construção de uma Universidade em que a palavra de cada um possa ser atendida sem distâncias; onde o sentir e a sua expressão possam ser vividos sem receios; onde o valor da diferença seja percebido como competência, em vez de atraso; onde as formas de oposição se percebam como argumentos, em vez de sofismas; onde a vontade de fazer mais seja vista como desafio, em vez de arrojo; onde o olhar sobre a gestão que nos envolve seja político e não desnorteadamente técnico.

Esta minha Universidade, quero-a cidadã. Porque quem tolera tudo, não se importa com nada!

Pedro B Albuquerque

Escola de Psicologia

23/02/09

Uma Universidade com Futuro com os protagonistas do passado


Esta campanha apresenta-nos um programa para Uma Universidade com Futuro, como se a UM não tivesse passado, como se a UM não tivesse presente. Mais ainda, parece que os proponentes desta Universidade com Futuro não viveram aqui nos últimos anos nem tiveram quaisquer responsabilidades na actual situação. Como se com eles, um novo início virginal tivesse lugar. Parece mesmo que a actual vivência da UM lhes é totalmente estranha. E no entanto:
  • Onde estavam durante estes anos?
  • Quem foram os subscritores e apoiantes da actual Reitoria?
  • Que críticas se ouviram dos protagonistas da Lista C ao actual rumo da UM?
  • Que críticas fizeram ouvir no Senado ao funcionamento do órgão e à governação da UM?
  • Onde estavam as suas vozes aquando da discussão do regulamento eleitoral iníquo para a Assembleia Estatutária?
  • Será que se pronunciaram sobre a criação de um Conselho Estratégico à margem dos estatutos da UM?
  • Que posições tomaram sobre o processo eleitoral para o Senado e sobre a exclusão posterior dos funcionários?
  • Que conceito de participação defenderam ao limitarem a presença de eleitos no Senado?
  • Quantas vezes reclamaram a transparência dos actos de gestão e a prestação pública de contas?
(...)
Pedro Oliveira
Escola de Engenharia

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Sabia que... (9) [O Reitor no CG]

9. Sabia que o Reitor participa nas reuniões do Conselho Geral sem direito a voto?
Artigo 35.º
Reuniões

1 — O conselho geral reúne, ordinariamente, quatro vezes por ano e, extraordinariamente, mediante convocação do seu presidente, por sua iniciativa ou a pedido do reitor ou de um terço dos seus membros.
2 — O reitor participa nas reuniões, sem direito a voto.
3 — O conselho pode, nos termos do seu regimento, convidar para as suas reuniões, sem direito a voto, membros da Universidade e elementos externos para se pronunciarem sobre matérias da sua especialidade.

22/02/09

Testemunhos (10)
Participação activa, crítica e responsável

Apoio a candidatura do movimento Universidade Cidadã para o Conselho Geral da Universidade do Minho, porque considero que é fundamental a participação activa, crítica e responsável dos docentes e investigadores na construção de uma universidade que quero democrática e excelente na investigação, no ensino e na interacção com a sociedade.

Maria Aldina Marques
Instituto de Letras e Ciências Humanas

Testemunhos (9)
Universidade que se torne, verdadeiramente, a nossa casa comum

Desânimo, cansaço e desapontamento, ingredientes temperados por uma forte sensação de impotência perante a realidade que nos cerca. Quem de entre nós não conhece estes sintomas? Vivemos diariamente com eles, aqui mesmo, na academia, sejam eles expressos em nós próprios ou naqueles que nos cercam. O problema maior, porém, não está nos sintomas mas na ausência de um diagnóstico ou de uma terapia capaz de nos reconciliar com esse mundo académico que sempre nos motivou e fez felizes. Poderá uma nova política consegui-lo? Seria ingénuo acreditar que só isso bastaria. Bem sabemos que são muitas as razões de desânimo e que muitas delas se definem para lá dos muros da universidade. Não se trata de acreditar que das trevas nascerá a luz, mas confio que a Lista A, Universidade Cidadã, será capaz de lançar desafios inspiradores e de contribuir para uma maior participação e envolvimento, condições essenciais para que a Universidade se torne, verdadeiramente, a nossa casa comum.

Luís Cunha
Instituto de Ciências Sociais

20/02/09

O Conselho Geral, sem fantasias ou passes de mágica

O Conselho Geral será central no novo modelo de Universidade. É porém necessário ser rigoroso, evitando alimentar falsas expectativas e promessas, como se, por magia, este órgão passasse a concentrar propriedades salvíficas da Universidade. É preciso perceber que o Conselho Geral não é o órgão máximo de gestão, mas de governo. Isto não significa que não entendamos que a UM se debate com imensos problemas que urge afrontar, do financiamento à administração, da carreira docente à educação universitária dos seus estudantes. São matérias face às quais o Conselho Geral não poderá alienar as suas responsabilidades, antes exercendo as suas competências políticas, sem no entanto extravasar o âmbito legítimo da sua actuação.
Ao Conselho Geral o que é do Conselho Geral, sem dúvidas nem hesitações. O que significa um comportamento actuante, responsável, autónomo, democrático, aberto ao escrutínio e à participação.
Convém, por tudo isto, que não nos deixemos afastar da realidade e cair em fantasias tecnocráticas em torno de estruturas, serviços ou soluções administrativas, ou, pior ainda, na discussão encapotada, e fora de tempo, de programas de governo para potenciais candidatos a Reitor.

Lista A – Universidade Cidadã

[Uma versão mais desenvolvida deste post AQUI]

Testemunhos (8)
A identidade sustentada na vontade da Academia


Promover a cidadania na Academia através da liberdade de pensamento e expressão, da excelência do ensino e da investigação, da gestão partilhada e colaborativa, e da construção da identidade sustentada na vontade da comunidade universitária, constituem os princípios orientadores da Lista A - Universidade Cidadã, aos quais venho manifestar o meu total apoio neste momento de reafirmação da Universidade do Minho face aos desafios actuais e futuros.

Paulo Maria Bastos da Silva Dias
Instituto de Educação e Psicologia

19/02/09

Sítio da Candidatura dos Funcionários





A Lista dos Funcionários candidata à eleição para o Conselho Geral da Universidade do Minho, cuja primeira subscritora é a Dra Fernanda Ferreira e que tem como mandatária a Dra Natália Ferreira, acaba de apresentar o seu sítio na Internet, centrado no mote "Universidade em mudança - UM para todos"
Este espaço apresenta informação útil e de interesse não apenas para os funcionários não docentes da Universidade, incluindo informação de actualidade, pensamentos, ligações úteis, documentação e informação relacionada com o SIADAP, etc.
A ideia basilar em que este espaço assenta é, salienta uma nota da candidatura, "a do direito à informação, que nos assiste, e a constatação generalizada das dificuldades no seu exercício". E recorda que, e acordo com o preceituado no artigo 37º da Constituição da República Portuguesa todos têm “o direito de informar, de se informar e de ser informado, sem impedimentos nem discriminações”. Tal direito, inscreve-se no título atinente aos “direitos, liberdades e garantias”, sendo os preceitos que o concretizam directamente aplicáveis e vinculativos das entidades públicas e privadas".